A arte e a ciência por trás do insight criativo

Algo acontece em nosso cérebro quando uma nova ideia surge. Grandes ideias são frutos da acumulação de uma tonelada de pensamentos, pesquisas e reflexões, mas geralmente chegam ao nosso cérebro consciente quando menos esperamos.

O MOMENTO EM QUE “CAI A FICHA’

Neste artigo, descobrimos os cientistas cognitivos John Kounios e Mark Beeman, que começaram a estudar o momento “aha!” aquele momento em que “cai a ficha” - quando uma ideia ou a clareza dos pensamentos surgem de repente. Através de pesquisas, eles descobriram uma interessante ocorrência no cérebro momentos antes do “aha!”. Nosso cérebro é desativado completamente do mundo exterior por um breve instante. Como se bloqueássemos toda influência externa e confiássemos apenas em nosso sistema interno para completar o pensamento, a solução ou a ideia. Kounios descreve isso como uma "explosão de atividade" que pode acontecer a qualquer momento e não há nada que você possa fazer para forçá-lo.

Isso ajuda a explicar por que esses momentos acontecem quando você menos espera: sentado na praia, no caminho para chegar em casa, às três da manhã, quando você preferiria estar dormindo. Isaac Newton aparentemente descobriu a lei da gravidade no meio de um pomar de maçãs. Ele não estava debruçado sobre livros ou especulando a resposta em um quadro negro quando “caiu a ficha”.

CAPTURANDO O MOMENTO “AHA!” NA HORA CERTA

Então, imagine que você está em um pomar de maçãs quando “cai a ficha” e surge a solução para o problema que a dias você tenta resolver. O que acontece depois? Você consegue guardar a ideia sem anotá-la? Você consegue guardar na sua memória de forma segura? A ideia será a mesma se você tentar lembrar mais tarde, ou será que sua mente vai alterá-la para algo diferente?

Pesquisas sugerem, cada vez mais, que nossa memória de longo prazo nunca é perdida, mas a de curto prazo tem capacidade de reter pouquíssimas informações – há quem diga menos de quatro. Ao escrever nossas ideias em um papel elas não só ficam disponíveis fora da nossa cabeça, mas também garante que elas não irão terminar no mesmo lugar do menu do jantar da noite anterior, a cor dos sapatos de um colega de trabalho, ou aquela coisa que sua mãe disse enquanto preparava uma xícara de chá. Em outras palavras: em algum lugar obscuro da nossa memória, se não esquecidas para sempre.

Porém há mais motivos para escrever nossas ideias além do medo da nossa memória falhar. Existe um ritual para isso, uma dinâmica. Talvez até mesmo um sentido motivacional de realização. O ato de colocar ideias no papel pode inclusive gerar novas ideias. Novas soluções.

COMO DIFERENTES CRIATIVOS CAPTURAM A INSPIRAÇÃO

Capturar inspiração - assim como as próprias ideias - varia muito de pessoa para pessoa. Descubra como isso acontece para quatro criativos modernos o que isso significa para eles.

Um designer de produto

“Eu amo o ponto de vista de Picasso sobre isso: 'existe inspiração, mas tem que haver trabalho' Eu preciso de um caderno para trazer meus pensamentos para o mundo real. Caso contrário, não é mais do que um devaneio. Existe essa ligação com uma superfície de papel, a textura. Um desenho pode ser muito simples e ainda conter uma ideia, uma sensação de como um produto pode ser usado. E essa é uma das partes mais importantes dos meus projetos, definindo o que eles podem fazer uma pessoa sentir, bem ali no papel.”- Marcos

Um compositor de música

“Ao contrário de um computador, quando tenho uma caneta na mão, estou livre para vagar pela página. Uma música é como um quebra-cabeça, as ideias surgem na página, mas raramente em um formato linear. Cada frase, cada pedacinho de papel é uma nova perspectiva de como o resultado final será. Quando a inspiração surge, eu preciso agir. Nenhum software complicado e internet para me distrair. Nada para interromper o fluxo criativo. Como Coleridge descreveu sobre sua escrita de "Kubla Khan" (menos a neblina alimentada pelo ópio), devo abraçar meus sonhos antes que a realidade me pegue de volta. A ponta da caneta literalmente se debruça sobre a página, criando uma dinâmica que me deixa super inspirado. ”- Cristian

Um ilustrador

“Para qualquer coisa que eu faça, tudo começa no meu caderno de desenho. Estou sempre sonhando acordado ou pesquisando coisas para transformá-las em arte. Eu realmente não tenho mais nada para fazer, além de inventar, ter novas ideias e tentar torná-las uma realidade! Alguns de meus esboços são formados pelo resultado das ideias em minha mente, então eu as rascunho no papel para voltar mais tarde. É uma real mistura de momentos de clareza combinados com meditação e tentando entrar na zona criativa para explorar e processar o mundo através do desenho. Se eu não gravar uma ideia quando pensar nela, ela será perdida, então eu confio no meu caderno de desenho que está sempre comigo. ”- David

Um empresário

“Não escrevo para "ser produtivo". Não faço isso para encontrar ótimas ideias ou para anotar um insight que posso compartilhar mais tarde. As páginas não são destinadas a ninguém além de mim. Uma vez que escrevemos nossos pensamentos confusos e preocupações encaramos nosso dia com olhos mais claros. Isso pode ser o aspecto mais importante da escrita que você jamais encontrará. Mesmo que você se considera um escritor terrível, a escrita pode ser vista como uma ferramenta que você pode e deve usar. Há enormes benefícios em escrever, mesmo que ninguém - inclusive você mesmo - leia o que você escreve. Em outras palavras, o processo é mais importante que o produto.” Tim

Caderno de Anotações & Estojo

Ferramentas para criatividade em movimento!

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Algo acontece em nosso cérebro quando uma nova ideia surge. Grandes ideias são frutos da acumulação de uma tonelada de pensamentos, pesquisas e reflexões, mas geralmente chegam ao nosso cérebro consciente quando menos esperamos.

O MOMENTO EM QUE “CAI A FICHA’

Neste artigo, descobrimos os cientistas cognitivos John Kounios e Mark Beeman, que começaram a estudar o momento “aha!” aquele momento em que “cai a ficha” - quando uma ideia ou a clareza dos pensamentos surgem de repente. Através de pesquisas, eles descobriram uma interessante ocorrência no cérebro momentos antes do “aha!”. Nosso cérebro é desativado completamente do mundo exterior por um breve instante. Como se bloqueássemos toda influência externa e confiássemos apenas em nosso sistema interno para completar o pensamento, a solução ou a ideia. Kounios descreve isso como uma "explosão de atividade" que pode acontecer a qualquer momento e não há nada que você possa fazer para forçá-lo

Isso ajuda a explicar por que esses momentos acontecem quando você menos espera: sentado na praia, no caminho para chegar em casa, às três da manhã, quando você preferiria estar dormindo. Isaac Newton aparentemente descobriu a lei da gravidade no meio de um pomar de maçãs. Ele não estava debruçado sobre livros ou especulando a resposta em um quadro negro quando “caiu a ficha”.

CAPTURANDO O MOMENTO “AHA!” NA HORA CERTA

Então, imagine que você está em um pomar de maçãs quando “cai a ficha” e surge a solução para o problema que a dias você tenta resolver. O que acontece depois? Você consegue guardar a ideia sem anotá-la? Você consegue guardar na sua memória de forma segura? A ideia será a mesma se você tentar lembrar mais tarde, ou será que sua mente vai alterá-la para algo diferente?

Pesquisas sugerem, cada vez mais, que nossa memória de longo prazo nunca é perdida, mas a de curto prazo tem capacidade de reter pouquíssimas informações – há quem diga menos de quatro. Ao escrever nossas ideias em um papel elas não só ficam disponíveis fora da nossa cabeça, mas também garante que elas não irão terminar no mesmo lugar do menu do jantar da noite anterior, a cor dos sapatos de um colega de trabalho, ou aquela coisa que sua mãe disse enquanto preparava uma xícara de chá. Em outras palavras: em algum lugar obscuro da nossa memória, se não esquecidas para sempre.

Porém há mais motivos para escrever nossas ideias além do medo da nossa memória falhar. Existe um ritual para isso, uma dinâmica. Talvez até mesmo um sentido motivacional de realização. O ato de colocar ideias no papel pode inclusive gerar novas ideias. Novas soluções.

COMO DIFERENTES CRIATIVOS CAPTURAM A INSPIRAÇÃO

Capturar inspiração - assim como as próprias ideias - varia muito de pessoa para pessoa. Descubra como isso acontece para quatro criativos modernos o que isso significa para eles.

Um designer de produto

“Eu amo o ponto de vista de Picasso sobre isso: 'existe inspiração, mas tem que haver trabalho' Eu preciso de um caderno para trazer meus pensamentos para o mundo real. Caso contrário, não é mais do que um devaneio. Existe essa ligação com uma superfície de papel, a textura. Um desenho pode ser muito simples e ainda conter uma ideia, uma sensação de como um produto pode ser usado. E essa é uma das partes mais importantes dos meus projetos, definindo o que eles podem fazer uma pessoa sentir, bem ali no papel.”- Marcos

Um compositor de música

“Ao contrário de um computador, quando tenho uma caneta na mão, estou livre para vagar pela página. Uma música é como um quebra-cabeça, as ideias surgem na página, mas raramente em um formato linear. Cada frase, cada pedacinho de papel é uma nova perspectiva de como o resultado final será. Quando a inspiração surge, eu preciso agir. Nenhum software complicado e internet para me distrair. Nada para interromper o fluxo criativo. Como Coleridge descreveu sobre sua escrita de "Kubla Khan" (menos a neblina alimentada pelo ópio), devo abraçar meus sonhos antes que a realidade me pegue de volta. A ponta da caneta literalmente se debruça sobre a página, criando uma dinâmica que me deixa super inspirado. ”- Cristian

Um ilustrador

“Para qualquer coisa que eu faça, tudo começa no meu caderno de desenho. Estou sempre sonhando acordado ou pesquisando coisas para transformá-las em arte. Eu realmente não tenho mais nada para fazer, além de inventar, ter novas ideias e tentar torná-las uma realidade! Alguns de meus esboços são formados pelo resultado das ideias em minha mente, então eu as rascunho no papel para voltar mais tarde. É uma real mistura de momentos de clareza combinados com meditação e tentando entrar na zona criativa para explorar e processar o mundo através do desenho. Se eu não gravar uma ideia quando pensar nela, ela será perdida, então eu confio no meu caderno de desenho que está sempre comigo. ”- David

Um empresário

“Não escrevo para "ser produtivo". Não faço isso para encontrar ótimas ideias ou para anotar um insight que posso compartilhar mais tarde. As páginas não são destinadas a ninguém além de mim. Uma vez que escrevemos nossos pensamentos confusos e preocupações encaramos nosso dia com olhos mais claros. Isso pode ser o aspecto mais importante da escrita que você jamais encontrará. Mesmo que você se considera um escritor terrível, a escrita pode ser vista como uma ferramenta que você pode e deve usar. Há enormes benefícios em escrever, mesmo que ninguém - inclusive você mesmo - leia o que você escreve. Em outras palavras, o processo é mais importante que o produto.” Tim

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